Comissário mantém garantias para nova missão de assistência a Betancourt

Bogotá, 13 abr (EFE).- O Governo colombiano mantém as garantias para que uma nova missão humanitária francesa viaje ao país e possa prestar assistência médica a Ingrid Betancourt e aos demais seqüestrados pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse hoje o alto comissário para a Paz Luis Carlos Restrepo.

EFE |

"Essa é uma prioridade", afirmou o funcionário ao advertir, em entrevista publicada hoje no jornal colombiano "El Tiempo", que os reféns "continuam em más condições".

No entanto, o alto comissário afirmou que o estado de saúde da franco-colombiana Betancourt, em mãos rebeldes desde fevereiro de 2002, não é tão grave como haviam feito crer as versões reveladas no final de março e no início deste mês.

"Tudo parece indicar que (ela) tem um problema gastrointestinal crônico e também sinais de desnutrição. Algumas indicações nos orientam para um possível quadro de malária", disse depois, apontando que a ex-candidata presidencial sofre de estresse e depressão.

Restrepo observou que uma "onda de rumores" sem fundamentos se misturou com informações "certas e válidas" que a França recebeu por um canal de comunicação direto com as Farc.

"Na cadeia de rumores, não só chegou a se falar da morte de Ingrid, como também chegaram mapas de onde teria sido sepultada", observou o alto funcionário, esclarecendo que foi o relatório direto conhecido por Paris que fez com que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, enviasse à Colômbia uma missão médica a bordo de um avião.

A aeronave chegou a Bogotá no dia 3 de abril, e viajou de volta no dia 9 do mesmo mês, um dia depois de as Farc informarem em comunicado que esta missão humanitária não era procedente porque não tinha sido pactuada com elas.

Restrepo admitiu que esta operação "evidentemente não tinha sido arrumada", mas defendeu que "as coisas não foram improvisadas".

Além disso, afirmou que espera que o canal de comunicação que França, Espanha e Suíça - como países facilitadores da busca de um acordo humanitário sobre reféns - mantêm com os rebeldes "dê frutos".

Neste contexto, foi declarado que o Governo do presidente Álvaro Uribe oferecerá "todas as garantias para que uma nova missão médica chegue ao país". EFE jgh/bf/gs

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