Comissário despedido por Palin comemora investigação

Washington, 13 out (EFE).- O ex-comissário de segurança pública do Alasca, Walter Monegan, disse hoje que se sente aliviado pelo resultado de uma investigação, concluindo que a governadora Sarah Palin abusou de seu poder quando o exonerou do cargo.

EFE |

O Comitê Legislativo do Alasca concluiu que Palin ordenou a saída de Monegan porque ele resistiu a pressões para despedir Michael Wooten, um agente da Polícia estadual e ex-cunhado da candidata republicana à Vice-Presidência.

O relatório, publicado na sexta-feira, indicou que Palin extrapolou suas funções ao despedir Monegan, e abusou de seu poder ao tentar usar seu cargo para que Wooten fosse despedido e ao permitir que seu marido, Todd, utilizasse recursos do Governo estadual com os mesmos fins.

"Nunca questionei minha dispensa, que ocorreu dentro da lei. Não questionei o fato de ter sido despedido, mas as razões pelas quais fuio", explicou Monegan em entrevista ao programa "Today" da cadeia "NBC".

O ex-comissário de segurança pública do Alasca recusou-se a revelar se vai tomar medidas legais contra a governadora ou o estado, depois que a pesquisa indicou abuso de poder de Palin.

"Me sinto aliviado. Minha mulher e eu passamos por muito. Não é questão de vingança", afirmou Monegan.

A campanha republicana alegou que Palin agiu dentro dos limites de sua autoridade e da lei, e afirmou que a investigação teve caráter "político" e foi dirigida por partidários do candidato democrata, Barack Obama.

Apesar das tentativas da campanha republicana de atenuar o dano causado pela investigação, Monegan considera que o relatório significou "um forte golpe à credibilidade" de Palin, e mais ainda a suas promessas de transparência em suas gestões. EFE cai/jp

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