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Comissário da UE prevê fim de posição comum do bloco sobre Cuba

Bruxelas, 11 mai (EFE).- O comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da União Europeia (UE), Louis Michel, disse hoje confiar em que, por meio do diálogo político, seja possível pôr fim ou mudar rapidamente a posição comum que o bloco mantém sobre Cuba, texto que Havana considera como um empecilho nas relações.

EFE |

O comissário deu tais declarações ao fim da reunião com o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, que também contou com a participação da Presidência tcheca da UE e de representantes da Suécia, o próximo país a assumir o comando da entidade.

Rodríguez assegurou que Cuba "está disposta" a normalizar as relações com a UE, mas explicou que a "posição comum", que chamou de "obsoleta e unilateral", é um "empecilho" para esse processo.

Michel relatou que um dos assuntos do encontro foi a situação dos direitos humanos na ilha, principalmente em relação aos presos políticos.

"Continua sendo um assunto extremamente delicado", acrescentou o comissário.

Rodríguez afirmou que "em Cuba há presos, como em todo lugar", e garantiu que todos foram julgados "mediante o processo devido" e sancionados por "delitos tipificados em leis prévias".

"Cuba é um estado de direito e, portanto, não há nenhum aspecto particular ou compromisso do país neste assunto, como não o faz nenhuma nação soberana", disse o ministro, que lamentou a existência de "políticos cubanos em prisões norte-americanas".

"Expusemos nossas preocupações e eles, as suas", disse o ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Jan Kohout.

Quanto às reservas da República Tcheca sobre suspender a "posição comum" sobre Cuba, Michel destacou que seu ponto de vista como comissário é "totalmente" diferente, já que percebeu "avanços".

"O que posso afirmar é que a atmosfera da discussão é um progresso considerável", concluiu.

A "posição comum" foi promovida em 1996 e fixou como objetivo da UE a promoção da democracia e o respeito aos direitos humanos, algo que o então presidente cubano, Fidel Castro, considerou uma ingerência intolerável ditada pelos Estados Unidos. EFE rja/bba

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