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Comissário da UE: Faltam passos mais duros para acordo na Rodada de Doha

Genebra, 24 jul (EFE).- O comissário de Comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, afirmou em seu blog que há avanços nas negociações da Rodada de Doha sobre a liberalização comercial, que acontecem hoje pelo quarto dia, mas restam os passos mais duros para poder conseguir um acordo.

EFE |

Mandelson descreve no blog a evolução das discussões entre os ministros da Organização Mundial do Comércio (OMC) para desbloquear a Rodada de Doha, iniciada há sete anos, e comenta a intensa sessão realizada até esta madrugada entre seis países e a União Européia.

Brasil, Índia, China, Estados Unidos, Japão, Austrália e União Européia participaram dessa negociação restrita.

"Estamos potencialmente mais perto do que nunca de um acordo, mas os passos finais são os mais duros e parecem ainda muito difíceis", disse o comissário.

O representante da UE insiste em que as negociações agrícolas começam a ser vistas "cada vez mais avançadas, enquanto as relativas a mercados industriais só estão se balizando".

O comissário cita a declaração do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, sobre a necessidade de intensificar os trabalhos, para dizer que, neste momento, estão sendo discutidas de forma mais específica as questões realmente importantes.

Mandelson menciona as reuniões bilaterais relacionadas à negociação sobre produtos industriais, com países como a África do Sul e a Argentina, que resistem em ceder às demandas dos países ricos e abrir seus mercados nesse terreno.

O comissário destaca que, nestas discussões, é debatida também uma maior proteção internacional para as denominações de origem de produtos como o presunto de Parma e o queijo Manchego.

Mandelson também fala da incorporação do ministro do Comércio indiano, Kamal Nath.

"Chegou atacando a oferta dos EUA para reduzir seus subsídios agrícolas e rejeitando ceder ao pedido da UE sobre a chamada cláusula anticoncentração (que evita eximir setores industriais inteiros da liberalização de mercados)". EFE ms/an

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