Comissário da UE defende envio de forças de paz dos países europeus à RDC

Bruxelas, 15 nov (EFE).- O comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da União Européia (UE), Louis Michel, defende o envio de uma força européia para ajudar a impor a paz na República Democrática do Congo (RDC), mas há poucos países europeus dispostos a enviar tropas.

EFE |

"A França está, mas há o obstáculo de suas relações com Ruanda. O Reino Unido está e, inicialmente, a Bélgica", disse Michel, em entrevista publicada hoje pelo jornal "La Libre Belgique".

Michel, que viajou com freqüência à região como ministro de Exteriores belga ou comissário, reconhece que os 17 mil soldados das tropas da Monuc (missão da ONU na RDC) são insuficientes para o tamanho do país, além de seu mandato ser "frouxo".

Mesmo assim, considera que as tropas da Monuc deveriam se concentrar principalmente nos centros de extração de minerais de exportação, "que são os que permitem aos grupos rebeldes se armarem e se alimentarem".

Durante o Conselho de Ministros de Exteriores da UE da segunda-feira, a Bélgica foi o único país que se mostrou abertamente a favor de enviar tropas, embora não possa agir rapidamente, devido a uma série de limitações nacionais.

Outros países do bloco europeu, como Espanha, Alemanha e Portugal, rejeitaram de forma explícita a possibilidade de lançar uma missão militar própria da UE e afirmaram que a prioridade européia atualmente é apoiar a Monuc e o processo de negociação, disseram fontes européias.

Na entrevista, Michel reconhece que não exclui a possibilidade de voltar a ocupar o Ministério de Exteriores belga se não continuar em seu cargo atual, cujo mandato termina em 2009.

Embora ele seja o principal nome de seu partido - o francófono Movimento Reformador (MR) - nas eleições européias do próximo mês de junho, não ficaria insatisfeito se continuasse em seu posto dentro da próxima formação da Comissão Européia (órgão executivo da UE).

"Para a CE, é uma grande vantagem quando um comissário pode ter um segundo mandato", ressalta, e explica que, com a experiência adquirida, primeiro como ministro e depois como comissário, tem "uma grande rede" de contatos nos países da África, Caribe e Pacífico, nos quais tem "crédito" pessoal. EFE rcf/fh/an

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