Comissária da UE espera que capital euro-mediterrânea seja escolhida hoje

Marselha (França), 3 nov (EFE).- A comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, disse hoje que espera que os representantes diplomáticos dos 43 países que integram a União pelo Mediterrâneo reunidos em Marselha cheguem a um acordo sobre a sede do Secretariado euro-mediterrâneo.

EFE |

Assim afirmou Ferrero-Waldner antes de participar da reunião no Palácio de Pharo, em Marselha, com os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) e com o alto representante para Política Externa e Segurança Comum europeu, Javier Solana, antes da conferência ministerial da União pelo Mediterrâneo que começará hoje às 16h (hora local).

Ferrero-Waldner reconheceu que, "por enquanto, ainda não há" consenso sobre qual deve ser a sede do Secretariado permanente da União pelo Mediterrâneo, à qual aspiram Barcelona (Espanha) e a ilha de Malta.

"Os ministros sabem que seria muito importante ter uma solução hoje", declarou a comissária européia.

A decisão da Tunísia, divulgada na última sexta, de renunciar a sua candidatura para abrigar a sede do Secretariado da União pelo Mediterrâneo pareceu, em um primeiro momento, para abrir caminho para Barcelona, que conta com mais possibilidades que Malta, a outra candidata oficialmente em disputa, ou a própria Marselha, que ameaçou se apresentar como candidata.

No entanto, Barcelona ainda pode enfrentar concorrentes de última hora: alguma outra possível candidatura de Egito ou Jordânia, ou até a possibilidade de em falta de consenso, a sede acabar indo para Bruxelas.

Em qualquer caso, a escolha da sede é apenas mais um dos assuntos de negociação prévia à cúpula, de modo que a decisão sobre qual será a simbólica capital euro-mediterrânea será condicionada à resolução de outros empecilhos.

Outros temas ainda em discussão são a eleição do secretário-geral da União pelo Mediterrâneo, o papel da Liga Árabe no processo euro-mediterrâneo - motivo de disputa entre árabes e israelenses - e a declaração política que sairá da conferência ministerial de Marselha. EFE rm/wr/fal

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