Genebra, 22 jan (EFE).- A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, parabenizou hoje a decisão do Governo americano de fechar o centro de detenção na base militar de Guantánamo (Cuba).

No entanto, Pillay pediu ao novo Governo dos Estados Unidos que revise seus métodos de detenção no exterior, especialmente no Iraque e no Afeganistão, que os coloque em conformidade com a lei internacional e que as autoridades que aceitaram, ordenaram e praticaram torturas sejam levados à Justiça.

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou hoje um decreto ordenando, no prazo de um ano, o fechamento da base naval de Guantánamo, que desde 2002 recebe suspeitos de terrorismo.

Obama também baixou um decreto proibindo a tortura e os maus-tratos nos interrogatórios.

"Dou as boas-vindas às decisões da forma mais afetuosa", disse Pillay, que acrescentou: "O fato de o presidente Obama ter dado tanta prioridade ao fechamento de Guantánamo e adotado um sistema para garantir os direitos fundamentais dos detidos é extremamente importante".

O quase afogamento e outras formas de ameaças nos interrogatórios que conduzem à tortura, assim como a detenção prolongada sem julgamento e a rendição total, são "aberrações que nunca mais devem ocorrer", acrescentou a alta comissária.

A funcionária da ONU também elogiou Obama por querer regularizar a situação do resto dos detidos de Guantánamo.

"Os que forem suspeitos de crimes devem enfrentar um julgamento justo, os que forem inocentes devem ficar em liberdade o quanto antes", afirmou. EFE mh/sc

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