Comissão recomenda libertação de Ronald Biggs no Reino Unido

LONDRES - Uma comissão especial britânica recomendou nesta quinta-feira a libertação de Ronald Biggs, conhecido como o ladrão do século pelo assalto ao trem de Glasgow (Escócia) em 1963, devido a seu precário estado de saúde.

EFE |

A chamada Comissão de Liberdade Condicional divulgou um relatório que aconselha a libertação de Biggs, de 79 anos, embora ressalte que ele não se arrependeu do crime.

"Poucas provas"

A comissão assinala que há "poucas provas" de sua oposição à delinquência e existe o risco de que possa se relacionar com o mundo do crime uma vez fora da prisão.

No entanto, diz que o perigo que representaria sua libertação é "controlável" e, em seguida, vê com bons olhos sua libertação.

O próprio Biggs, que quase não consegue caminhar e falar e recebe alimentação por meio de um tubo, solicitou a concessão da liberdade antes de completar 80 anos, em 8 de agosto próximo.

Em 3 de julho próximo, o "ladrão do século" terá direito à liberdade por ter cumprido um terço de sua pena de 30 anos, apesar de a decisão final estar nas mãos do ministro da Justiça britânico, Jack Straw, que se espera que faça um anúncio em breve.

O advogado de Biggs, Giovanni di Stefano, destacou nesta quinta-feira como "fator importante" que a comissão tenha aprovado sua libertação e negou que represente um risco, já que "não pode andar, falar e ir ao banheiro".

Atualmente, Biggs se encontra no hospital da prisão de Norwich (Inglaterra) e está previsto que, se for solto, seja levado a um centro medico de Barnet, no norte de Londres, perto de onde vive seu filho, Michael, de 34 anos.

"Ladrão do século"

Biggs sofreu vários ataques cardíacos, apoplexias e crise epilépticas desde maio de 2001, quando decidiu se entregar voluntariamente à Justiça britânica, após ter fugido em 1965 ao Brasil.

O preso se tornou famoso pelo chamado "roubo do século", no qual ele e 14 cúmplices levaram em agosto de 1963 US$ 4,2 milhões do trem de Glasgow, a maior quantia roubada até então em um único assalto.

Após cumprir apenas 15 meses dos 30 anos de prisão que deveria, Biggs fugiu da prisão de Wandsworth, no sudoeste de Londres, e passou por Paris e Austrália, até chegar ao Brasil.

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