Comissão quer que Karl Rove deponha em caso de procuradores demitidos

Washington, 17 abr (EFE) - A Comissão de Justiça da Câmara de Representantes dos Estados Unidos convocou hoje o ex-assessor presidencial Karl Rove a uma audiência sobre a demissão de nove procuradores no final de 2006, pois faltam muitos dados para fechar a investigação do caso.

EFE |

O presidente da Comissão, o democrata John Conyers, disse que, apesar de um extenso relatório e uma ampla investigação sobre a demissão dos procuradores federais, ainda há questões não respondidas.

A oposição democrata, que considera que os procuradores foram demitidos por razões políticas, acredita que o Departamento de Justiça americano não deu informação suficiente sobre o assunto e, portanto, é preciso continuar as investigações e pedir que Rove deponha.

Rove, que abandonou o cargo como assessor do presidente George W.

Bush em 31 de agosto de 2007, "parece ser o elo perdido entre a Casa Branca e o Departamento de Justiça" para esclarecer a demissão dos procuradores.

Conyers afirmou hoje que, desde o início da investigação, no ano passado, "continuaram as várias queixas de que houve uma perseguição seletiva ou por motivações políticas" dos demitidos.

"As ações que adotamos hoje, incluindo o pedido de que Karl Rove deponha, fazem parte de nosso esforço para chegar ao fundo deste assunto", afirmou.

A Comissão liderada por Conyers também pediu hoje que o Inspetor Geral do Departamento de Justiça e o Escritório de Responsabilidade Profissional investiguem se houve ou não motivações políticas por trás das demissões.

Além disso, pediu que o secretário de Justiça, Mike Mukasey, entregue mais documentos relacionados com o caso.

Em novembro do ano passado, a Comissão já tinha solicitado à Casa Branca que permitisse o comparecimento de vários de seus assessores para esclarecer o assunto, que adquiriu tons de escândalo ao vir a público que funcionários do Departamento de Justiça e da Casa Branca planejaram com detalhe a saída dos juristas.

Entre os convocados a comparecer estavam a ex-assessora legal Harriet Miers e o chefe de Gabinete, Joshua Bolton.

Mas, a cada pedido, a Casa Branca recorreu ao argumento do "privilégio executivo", que permite ao presidente não divulgar informação sobre os processos internos do Executivo.

O Governo Bush nega que a decisão tivesse motivações políticas.

EFE mp/db

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