Bangcoc, 5 set (EFE).- A Comissão Eleitoral da Tailândia disse hoje que precisa de pelo menos seis meses para organizar o plebiscito que o Governo do primeiro-ministro, Samak Sundaravej, decidiu realizar para tentar acabar com a crise política que abala o país.

O secretário-geral da comissão, Parapan Naikowit, assinalou que antes de fixar uma data, o Senado tem de examinar a legislação sobre o plebiscito, deve discutir a pergunta que será feita aos eleitores, e se há acordo entre os partidos, o que pode "demorar entre seis e oito meses".

Sundaravej, submetido a forte pressão para que renuncie, anunciou o plebiscito na quinta-feira, mas não deu pistas sobre a pergunta que pretende formular aos eleitores e também não mencionou datas possíveis para a consulta.

"O plebiscito é simplesmente uma tentativa desesperada do Governo de permanecer mais tempo no poder", apontou o diário local "The Nation" em seu editorial.

Os líderes da Aliança do Povo para a Democracia, que organiza as manifestações que começaram há mais de três meses, advertiram que os protestos continuarão, apesar do plebiscito.

Dois estudantes foram baleados na noite de quinta-feira por desconhecidos, quando cerca de 100 universitários se dirigiam ao palácio do Governo para se unir aos manifestantes que a ocupam há onze dias.

Os protestos começaram em maio, quando os seguidores da Aliança montaram um acampamento em frente ao prédio das Nações Unidas.

Os manifestantes acusam o Governo de corrupção, de deslealdade à Coroa, e de ser um fantoche do ex-líder Thaksin Shinawatra, agora exilado no Reino Unido. EFE grc/mh

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.