Uma comissão judicial do Iraque ordenou, nesta segunda-feira, a recontagem manual de votos depositados em Bagdá durante as eleições parlamentares realizadas em 7 de março. A medida, que atende a uma reclamação do primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki pode alterar o resultado do pleito, vencido pela coalizão do ex-premiê Iyad Allawi.


Maliki, cuja bloco conquistou 89 cadeiras no Parlamento - duas a menos do que o de Allawi -, fez um pedido para a recontagem alegando que o sistema eletrônico de contagem de votos "não é confiável".

Bagdá é responsável por 68 das 325 cadeiras do Parlamento Iraquiano. A recontagem deve envolver mais de 2,5 milhões de votos.

O líder da coalizão que conquistar o maior número de cadeiras provavelmente será o novo premiê iraquiano.

Desde a divulgação dos resultados da eleição, no fim de março, os partidos vêm negociando para tentar formar um governo de coalizão.

Mas, segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir, essas negociações entre os partidos podem ser adiadas por conta da recontagem.

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