Comissão investigará participação britânica em Guerra do Iraque

Londres, 15 jun. - Uma comissão independente investigará sigilosamente os motivos que levaram o Reino Unido a participar da invasão ao Iraque e do desenvolvimento da operação militar nesse país, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

EFE |

As investigações começarão no fim de julho, quando termina a retirada das tropas britânicas enviadas ao Iraque. Segundo Brown, a comissão terá um ano para "identificar as lições aprendidas" entre julho de 2001 e 2009.

Aos deputados da Câmara dos Comuns, o premiê também disse que a investigação não busca apontar "culpados" nem vai gerar processos na Justiça.

Os partidos da oposição e deputados do Partido Trabalhista vêm pedindo uma investigação sobre o conflito desde o início da invasão para derrubar o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, em março de 2003.

O pedido incluía o caráter público da investigação, que o líder do Partido Liberal-Democrata, Nick Clegg, ameaçou boicotar se fosse realizada a portas fechadas, como aconteceu com a Franks, sobre a Guerra das Malvinas, em 1982.

Clegg disse que a investigação sobre "o maior erro da política externa cometido por um Governo britânico em gerações tem que ser feito de cara para o público".

O Governo trabalhista de Tony Blair foi o principal aliado do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush na invasão do Iraque, com o argumento de que Saddam Hussein tinha vínculos com a Al Qaeda e tinha armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas.

Em dezembro, Brown antecipou que faria uma investigação sobre o processo político e militar que causou conflito e suas conseqüências, assim que as tropas voltassem para o Reino Unido, e declarou seu "orgulho" por causa da missão militar no Iraque.

Brown voltou a defender hoje os benefícios da invasão, afirmando que a violência no Iraque tem os níveis mais baixos dos últimos cinco anos, que a economia está florescendo e que a democracia está se consolidando. EFE fpb/pd

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