Comissão investiga causa da morte de 55 operários em incêndio no Marrocos

Rabat, 27 abr (EFE).- O Governo marroquino anunciou hoje a criação de uma comissão ministerial para investigar as possíveis irregularidades administrativas e jurídicas que podem estar relacionadas ao incêndio que gerou a morte de 55 operários em uma fábrica de colchões de Casablanca.

EFE |

A comissão foi formada pelo ministro do Interior, Chakib Benmusa, o ministro de Emprego e Formação Profissional, Jamal Agmhani, o ministro da Indústria e Comércio, Ahmed Chami e a ministra da Saúde, Yasmina Badú, além de representantes das autoridades locais, segundo o ministro marroquino de Comunicação e o Porta-voz do Governo, Khalid Naciri.

"A comissão foi encarregada de realizar uma investigação administrativa profunda e urgente em paralelo à da Procuradoria Geral, com o objetivo de deixar claro se irregularidades administrativas e jurídicas foram a causa deste incêndio", afirmou Naciri.

O comandante regional da proteção civil de Casablanca, Mustafa Tauil, disse, em declarações divulgadas ontem à noite pela primeira rede de televisão estatal, que "a gravidade do incêndio deveu-se à ausência de medidas de segurança necessárias neste tipo de atividades industriais".

O incêndio ocorreu ontem em uma fábrica de quatro andares, especializada na fabricação de colchões, situada no bairro de Lisasfa tendo se propagado de forma rápida por todo o imóvel devido à natureza de seus produtos químicos.

Dos cerca de 100 funcionários da fábrica Rosamor que estavam presentes, apenas 45 deles foram resgatados pela proteção civil, e 12 foram internados no hospital Ibn Rochd, de Casablanca, e no hospital militar Mohammed V, de Rabat, gravemente feridos.

Segundo as constatações de responsáveis da delegação do Ministério de Emprego em Casablanca, o edifício não possui saídas de emergência, o que deixou os operários sem alternativas nos quatro andares da fábrica.

Além disso, as janelas possuem grades de ferro, o que impediu os empregados de pular.

A fábrica que se encontra em um subúrbio de Casablanca, não respeita as normas legais do trabalho em questão de segurança e de direitos dos empregados, indicaram à Agência Efe fontes da delegação do Ministério de Emprego. EFE hm/fb

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