Comissão Européia propõe ajuda de 500 milhões de euros para a Geórgia

Bruxelas, 15 set (EFE).- A comissária de Relações Exteriores da União Européia, Benita Ferrero-Waldner, apresentará hoje ao Conselho de ministros da UE sua proposta de destinar 500 milhões de euros para a reconstrução da Geórgia após a guerra com a Rússia.

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"A ajuda será dirigida para quatro áreas principais: pessoas deslocadas internamente, reabilitação e recuperação econômica, estabilização macrofinanceira e novas infra-estruturas, particularmente no campo da energia", declarou Ferrero-Waldner em entrevista coletiva.

Os 500 milhões de euros procederiam do orçamento comunitário, cobririam o período que vai de 2008 a 2010 e seriam destinados para todo o território da Geórgia, incluída a Ossétia do Sul e a Abkházia.

A UE destina a cada ano cerca de 30 milhões de euro à Geórgia e para este ano já comprometeu 100 milhões de euros até o final do ano, com a idéia de poder conceder assistência ao país de forma rápida.

Quanto à realização de uma conferência de doadores para a Geórgia, Ferrero-Waldner afirmou que espera que a decisão final sobre o assunto seja tomada hoje no Conselho de ministros.

"Propus que se realize em Bruxelas" - algo que ainda está para ser visto -, porém "o mais importante é que seja realizado o mais rápido possível".

Todas as ajudas da UE à Geórgia estão condicionadas a que este país respeite os direitos humanos e determinados requisitos financeiros e políticos, que fazem parte da chamada política européia de vizinhança.

Disse que também é necessário enfrentar as necessidades de países como a Armênia ou Azerbaijão, que sofrem do ponto de vista econômico as conseqüências do conflito de forma direta, e dos afetados indiretos como a Ucrânia e a Moldávia, preocupados com sua integridade territorial.

Além disso, destacou a importância de manter um contato fluído com a Rússia, com a qual existem "interesses interligados" e "uma interdependência econômica".

Ferrero-Waldner afirma que a UE deveria se concentrar em manter a Rússia comprometida, já que "seu isolamento prejudicaria todo o continente".

A revisão de relações com a Rússia pedida pelo Conselho da UE extraordinário de primeiro de setembro consistirá, segundo ela, em "uma avaliação objetiva das áreas de cooperação atuais e futuras, incluindo todas as nossas atividades bilaterais e também iniciativas regionais".

A comissária também se referiu à Belarus e qualificou de "grande passo adiante" a libertação em agosto dos três últimos presos políticos que estão na lista da UE. EFE mrn/fal

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