Comissão eleitoral do Afeganistão recebe mais de 2 mil denúncias

CABUL (Reuters) - A comissão eleitoral do Afeganistão recebeu mais de 2 mil reclamações de fraude ou abusos na disputada eleição presidencial da semana passada, e 270 das queixas são consideradas sérias o bastante para afetar o resultado, afirmou o órgão nesta sexta-feira. Mais de uma semana após as eleições, o Afeganistão permanece em um estado de limbo político. Somente 17 por cento dos votos foram divulgados até agora, com números inconclusivos.

Reuters |

O principal rival do atual presidente Hamid Karzai, Abdullah Abdullah, reclamou das fraudes e disse que não aceitará o resultado se os abusos tiverem um papel decisivo.

A comissão de reclamações, que foi parcialmente nomeada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem membros afegãos e estrangeiros, afirmou que há mais queixas sendo encaminhadas sobre o dia da eleição.

Das 2.207 reclamações, 1.740 foram recebidas após o dia da eleição. Até aqui, 984 das queixas foram classificadas, sendo 270 da Categoria A, "que, se forem provadas, podem ter efeitos substanciais no resultado", segundo o órgão.

"As reclamações recebidas variam. Elas incluem alegações de violação de urnas, tintas de má qualidade, intimidação e acusações contra funcionários eleitorais".

A contagem divulgada até aqui mostra Karzai na liderança com 44,8 por cento, contra 35,1 por cento de Abdullah. Se nenhum candidato conseguir mais de 50 por cento dos votos, haverá segundo turno.

(Reportagem de Peter Graff)

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