Comissão Eleitoral da Moldávia aprova resultados de pleito

Moscou, 4 ago (EFE).- A Comissão Eleitoral Central da Moldávia (CEC) aprovou hoje os resultados oficiais das eleições extraordinárias de 29 de julho, e agora o país espera a ratificação dos números pelo Tribunal Constitucional.

EFE |

Os resultados confirmam a vitória dos comunistas, que governam desde 2001, mas que desta vez perderam o controle do Parlamento, que passa a ser da coalizão liberal partidária de uma aproximação com o Ocidente.

O presidente da CEC, Eugen Stirbu, informou que o Partido Comunista (PC) obteve 44,69% dos votos; o Partido Democrático Liberal (PDL), 16,57%; o Partido Liberal (PL), 14,68%; o Partido Democrata (PD), 12,54%, e a Aliança Nossa Moldávia (ANM), 7,35%.

As três legendas restantes não superaram a barreira dos 5% de votos que dão acesso à divisão de cadeiras no Parlamento: o Partido Popular Democrata Cristão (PPDC, 1,91%), o Partido Social Democrata (1,86%) e a Aliança Verde (0,41%).

Stirbu informou que a participação nas eleições foi de 58,8%, mas não pôde confirmar o número de cadeiras que receberá cada partido, responsabilidade do Tribunal Constitucional.

Segundo dados não oficiais da agência russa "Interfax", o PC teria 48 das 101 cadeiras do novo Parlamento moldávio, enquanto o PDL ficaria com 18; o PL, com 15; o PD, com 13 e a ANM, com 7.

Desta forma, a coalizão dos partidos opositores teria 53 cadeiras, o que lhe daria o controle da Câmara e o direito de escolher o novo líder do Parlamento e Primeiro Ministro, mas não de designar o chefe de Estado, que na Moldávia é responsabilidade dos deputados.

O Tribunal Constitucional terá agora que ratificar os resultados eleitorais, aprovar a distribuição das cadeiras e anunciar a data da primeira reunião da nova Câmara, que deve acontecer em até um mês após o pleito.

Hoje a corte rejeitou a reivindicação do PPDC de que se realize uma nova apuração pelas denúncias de irregularidades, sob o argumento de que não há como provar as denúncias e de que os observadores internacionais aprovaram o pleito. EFE se/fk/mh

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