Comissão eleitoral aponta fraude no segundo turno no Haiti

Cerca de 1.518 cédulas das eleições presidenciais foram descartadas por serem consideradas fraudulentas

AFP |

Autoridades haitianas informaram nesta quarta-feira que o segundo turno das eleições presidenciais e legislativas no país foram marcadas por fraudes.

Cerca de 1.518 cédulas das eleições presidenciais foram descartadas, aguardando decisão final sobre sua validade já que foram consideradas "visivelmente fraudulentas", afirmou o chefe da Comissão Eleitoral Provisória, Widmack Matador. Ele não respondeu, no entanto, se as fraudes levariam dúvidas sobre os resultados do segundo turno, no qual o cantor popular Michel Martelly, 50 anos, disputa a presidência com a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, 70 anos.

O primeiro turno das eleições, em novembro, também foi marcado por ampla corrupção, forçando a comissão eleitoral a retirar o candidato do presidente René Preval da disputa, e permitir que Martelly concorresse no lugar dele.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), que monitorou o pleito, informou que havia, durante o primeiro turno, 11.181 colégios eleitorais pelo país.

Se os dados da comissão eleitoral divulgados nesta quarta-feira forem confirmados, isso significa que 14% das cédulas eleitorais do pleito de 20 de março foram falsificados.

Na terça-feira, a comissão eleitoral informou que o anúncio dos resultados das eleições presidenciais foi adiado em quatro dias, para 4 de abril. Os resultados finais são esperados para 16 de abril.

Seja quem for o vencedor das eleições, terá como maior desafio reconstruir o país caribenho devastado em janeiro de 2010 pelo terremoto que destruiu a capital, Porto Príncipe, e deixou 225 mil mortos, além de enfrentar uma epidemia de cólera que já matou mais de 4 mil haitianos.

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