Comissão do Senado americano aprova reforma da Saúde

Uma comissão do Senado americano aprovou nesta terça-feira o projeto de lei da reforma do sistema de saúde do país, uma promessa de campanha do presidente Barack Obama. A proposta recebeu o respaldo de 14 senadores do comitê - incluindo um da oposição republicana - e foi rejeitada por nove.

BBC Brasil |

Antes de o projeto ser votado pelo plenário do Senado, o líder da maioria democrata na casa, Harry Reid, precisará combinar a proposta recém-aprovada com outra, que recebeu o respaldo da Comissão de Saúde do Senado.

Um porta-voz de Reid disse que espera levar o projeto para o plenário já na semana que vem.

Analistas dizem que, para ser aprovado no plenário do Senado, o projeto precisará de todos os votos democratas, de dois independentes e de um republicano.

Na Câmara dos Deputados, o mesmo projeto também já gerou três versões diferentes. Todas elas precisarão ser combinadas futuramente, antes de votação no plenário, e o texto final precisará ser combinado com o aprovado pelo Senado antes da sanção presidencial.

Participação do governo
Reagindo à aprovação do projeto, Obama reconheceu que a proposta não é perfeita e que ainda vai exigir muito trabalho dos parlamentares.

"Eu acredito que a Comissão de Finanças do Senado nos aproximou de forma significativa de nossos objetivos centrais", disse o presidente.

"O projeto de lei avança bastante no esforço de garantir segurança àqueles que têm cobertura e opções acessíveis aos que não têm."
A reforma no sistema de saúde é considerada uma das principais prioridades domésticas de Obama e é tema de um acirrado debate no Congresso em Washington.

Nos Estados Unidos, o sistema de saúde é quase que inteiramente privatizado e não existe cobertura universal.

Há apenas dois programas públicos de saúde, o Medicaid, que atende as pessoas mais pobres, e o Medicare, para idosos e algumas pessoas com deficiências.

O plano de reforma de Obama, de dez anos e avaliado em US$ 829 bilhões, pretende cortar custos e fornecer tratamento de saúde mais barato à maioria dos americanos.

Mas o plano vem sendo criticado por republicanos por levar a um maior controle do governo sobre o sistema.

Todas as versões do projeto têm pontos em comum, como a previsão de uma maior regulamentação do setor, a obrigatoriedade de todos os americanos terem seguro-saúde e a concessão de subsídios para que os americanos mais pobres possam ter cobertura.

O ponto que mais tem gerado divergências se refere à criação de um seguro público de saúde, que iria concorrer com empresas privadas do setor.

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