Comissão do novo Governo de Honduras viaja a Washington

Tegucigalpa, 6 jul (EFE).- Representantes do novo Governo de Honduras viajaram hoje a Washington para iniciar um diálogo com os países da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise política no país centro-americano após a deposição do presidente Manuel Zelaya.

EFE |

Fontes oficiais confirmaram a viagem da comissão, mas não precisaram quem faz parte do grupo, nem detalharam as atividades na capital americana.

Segundo a imprensa local, entre os membros da comissão, estão os ex-chanceleres hondurenhos Guillermo Pérez-Cadalso e Leónidas Rosa Bautista, e o candidato presidencial da Democracia Cristã para as eleições de novembro, Felicito Ávila.

A comissão viajou em um avião particular do aeroporto de Tegucigalpa, em uma exceção do fechamento do aeroporto por 48 horas após os incidentes do domingo entre as forças de segurança e simpatizantes de Zelaya, que esperavam que ele chegasse de Washington, e que deixaram pelo menos dois mortos e dez feridos.

O embaixador de Honduras nos Estados Unidos, Roberto Flores Bermúdez, confirmou hoje de Washington à rádio "HRN" de Tegucigalpa que a OEA deu "uma resposta positiva" à proposta de diálogo feita no domingo pelo presidente da Corte Suprema de Justiça de Honduras, Jorge Rivera.

Flores Bermúdez disse que ele se juntará à comissão, mas não precisou quem são os outros integrantes, e ressaltou que as vias do diálogo "estão abertas".

O diálogo seria entre representantes dos "poderes do Estado de Honduras e uma delegação de representantes de Estados-membros da OEA, junto com funcionários de menor categoria da Secretaria-Geral" desse organismo, segundo a proposta enviada no domingo pelo presidente do Supremo hondurenho ao representante da OEA em Tegucigalpa, Jorge Miranda.

A carta indicou que, "após as conversas alcançarem o nível apropriado, a Secretaria-Geral elevaria a categoria de sua representação".

Além disso, "enquanto o diálogo de boa fé estiver em curso, não haverá atos ou situações que possam colocar em perigo a paz social da República e comprometer o esforço nas conversas", afirmou a nota.

O Governo do presidente Roberto Micheletti, que substituiu Zelaya após a deposição, propôs o diálogo horas depois de a OEA suspender Honduras por se negar a reinstalar no poder o deposto líder.

Micheletti não é reconhecido pela comunidade internacional, enquanto a OEA, segundo a resolução do domingo, continuará as gestões diplomáticas para resolver a crise em Honduras. EFE lam/an

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