Comissão do governo de Micheletti viaja aos EUA para diálogo com a OEA

TEGUCIGALPA - Representantes do governo do presidente de fato em Honduras, Roberto Micheletti, viajaram nesta segunda-feira até Washington para continuar o diálogo iniciado na semana passada com membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise política causada pelo golpe de Estado contra Manuel Zelaya.

Redação com agências internacionais |

A comissão de diálogo permanecerá pelo menos até quinta-feira na capital americana, informou à imprensa um de seus membros, Arturo Corrales, empresário e ex-candidato presidencial do partido Democracia Cristã.

Os outros representantes hondurenhos que viajaram para Washington em um voo comercial são a ex-presidente da Corte Suprema de Justiça Vilma Morales e o advogado Mauricio Villeda.

Corrales explicou que a comissão continuará se reunindo "de forma privada, mas não secreta", com os principais responsáveis pela OEA.

Na semana passada, os representantes do Governo de Micheletti conversaram com o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza.

Segundo Corrales, o objetivo da comissão é saber "as preocupações da OEA, quais foram suas informações quando ocorreu a votação na OEA (para suspender Honduras), qual é a informação que têm agora e quais são as perguntas que precisam de respostas".

O resultado das primeiras reuniões "demonstra que a resposta que estamos buscando construir com a Constituição e as leis de Honduras está cada vez mais próxima", afirmou.

O governo de Micheletti sustenta que Zelaya não sofreu um golpe de Estado, mas sim que os militares atuaram sob um mandato judicial contra ele por tentar realizar uma consulta popular para promover uma Assembleia Constituinte, e que houve uma "substituição constitucional".

Corrales reafirmou que o diálogo em Washington inclui os preparativos para a visita de uma missão de chanceleres da OEA, que iria ocorrer na terça-feira passada, mas que o governo adiou dois dias antes porque Insulza faria parte dela, embora finalmente o secretário-geral tenha sido aceito como observador.

O governo de Micheletti, que não foi reconhecido fora de Honduras, considera que Insulza age de forma parcial no caso hondurenho.

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