Comissão diz que complô contra Chávez não tinha possibilidade de êxito

Caracas, 15 set (EFE) - Os envolvidos no complô para assassinar ou derrubar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, não tinham possibilidade de êxito, indicou hoje Mario Isea, presidente da comissão parlamentar que investiga o caso.

EFE |

A afirmação do deputado foi feita na entrevista coletiva concedida pela comissão depois de se reunir com altos comandantes militares na sede do Ministério da Defesa, no Forte Tiuna de Caracas.

Nas gravações sobre o complô divulgadas na semana passada se cogitou, entre outras coisas, a possibilidade de usar caças-bombardeiros F-16 para atacar ou derrubar o avião presidencial.

Isea disse que equipar e preparar um F-16 para uma missão de combate requer processos que inviabilizariam essa ação, exceto se contasse com a cumplicidade de uma vasta quantidade de oficiais e suboficiais, algo impensável atualmente.

Isea pensou na hipótese de que, dada a inviabilidade de sua ação, o objetivo dos golpistas era criar uma situação de caos com mortos suficientes para invocar uma intervenção internacional, liderada pelos Estados Unidos.

"Convido setores da oposição a não darem margem para aventureiros que tentam fingir que podem realizar uma operação desta natureza para depor o Governo, quando, na realidade, estão servindo de comparsas a um plano para intervir a partir do exterior no país", advertiu o parlamentar.

Ele confirmou que, até agora, 29 pessoas depuseram sobre o caso na Promotoria Militar, quatro foram detidas e que também há supostos implicados que fugiram do país, aparentemente para as Antilhas Holandesas.

Isea confirmou que a investigação aponta a cumplicidade no plano de setores econômicos e da imprensa privada, mas disse que os responsáveis ainda não serão identificados para não "viciar" o processo.

O parlamentar alertou, ainda, para a possibilidade de que as pessoas que estão por trás destas ações cometam algum atentado contra um líder da oposição para culpar o Governo.

Ele explicou que a acusação contra os envolvidos no complô será o de "instigação à rebelião", punido com pena de prisão de 5 a 10 anos. EFE rr/db

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