Comissão desmente versão oficial de morte de jornalista dos EUA em Oaxaca

México, 28 set (EFE).- A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do México desmentiu hoje a versão oficial do Governo de Oaxaca de que o jornalista americano Bradley Roland Will, repórter do Indymedia, morreu com um tiro à queima-roupa quando cobria atos de protesto em 2006 nesse estado mexicano.

EFE |

O organismo destacou que, após uma análise pericial, foi concluído que o jornalista levou dois tiros sucessivos de uma mesma arma, ambos disparados a uma distância de entre 35 e 50 metros e pela mesma pessoa.

A CNDH entregou uma recomendação ao procurador-geral da República, Eduardo Medina Mora; ao governador de Oaxaca, Ulises Ruíz, e ao Congresso desse estado para que investiguem as violações de funcionários públicos sobre as averiguações do homicídio de Will, em 27 de outubro de 2006.

Will, que trabalhava como cinegrafista para a agência alternativa "Indymedia", foi assassinado durante um confronto nas ruas entre desconhecidos e membros da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), que manteve durante vários meses um protesto para exigir a renúncia do governador Ulises Ruíz.

As autoridades de Oaxaca deram a versão de que Will foi assassinado na barricada do bairro de Santa Lúcia del Camino, em Oaxaca, com um tiro a curta distância por simpatizantes da APPO, a fim de gerar um conflito internacional. EFE jrm/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG