Comissão da Unasul quer se reunir com ex-governador de Pando

La Paz, 17 out (EFE) - A comissão da União de Nações Sul-americanas (Unasul) que investiga o confronto ocorrido em setembro na Bolívia quer se encontrar com o ex-governador regional de Pando Leopoldo Fernández, preso por sua suposta responsabilidade nos fatos.

EFE |

O anúncio foi feito pelo porta-voz da comissão, o argentino Rodolfo Mattarollo, que disse ainda que pretende se reunir com os 16 detidos em um recinto militar acusados de violar o estado de sítio decretado em Pando depois dos choques.

O porta-voz da comissão disse que recebeu uma carta de Fernández pedindo uma reunião para fornecer sua versão do acontecido e solicitará às autoridades do Governo uma permissão para visitá-lo na prisão de San Pedro em La Paz.

Mattarollo dirige, na Bolívia, uma "comissão da verdade" que investiga os confrontos de 11 de setembro entre grupos seguidores do Governo de Evo Morales e opositores autonomistas em Pando, situado na região amazônica.

O argentino ratificou que a informação obtida até agora confirma a morte de 18 pessoas, quase todas elas camponeses aliados de Morales.

Um grupo liderado pelo ouvidor da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh), Fermino Fechio, membro da comissão da Unasul, já visitou os opositores bolivianos foragidos no Brasil após os choques e fará uma segunda visita para se encontrar com os deslocados, alguns dos quais pediram asilo político.

Segundo Mattarollo, "centenas de pessoas" bolivianas se encontram na localidade fronteiriça de Brasiléia vivendo com as famílias em um estádio, em uma situação coordenada pelas autoridades brasileiras.

Ele acrescentou que a investigação ainda não pôde determinar se o ocorrido em Pando foi um massacre contra camponeses afins a Morales ou um confronto destes com opositores autonomistas.

Após uma primeira fase de prospecção, a comissão empreenderá nos próximos dias uma segunda etapa de investigação com mais reuniões nas quais "todos os envolvidos serão ouvidos" e deve elaborar um relatório oficial em um máximo de dois meses. EFE lav/db

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