Comissão da ONU chega ao Paquistão para investigar morte de Bhutto

Nova Délhi, 16 jul (EFE).- Os membros da comissão da ONU designada para investigar o assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto iniciaram hoje em Islamabad sua primeira visita de trabalho, disse à Agência Efe a porta-voz do organismo no Paquistão, Israt Rizvi.

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A equipe é liderada pelo embaixador do Chile perante a ONU, Heraldo Muñoz e também conta com o advogado indonésio Marzuki Darusman e o diplomata irlandês Peter Fitzgerald. Os três chegaram hoje ao Paquistão após começarem seus trabalhos no último dia 1º.

Segundo um comunicado emitido hoje pela ONU no Paquistão, a missão do grupo será determinar os "fatos e circunstâncias do assassinato", já que a investigação criminal está nas mãos das autoridades paquistanesas.

Durante sua primeira visita ao país asiáticos, os membros da comissão se reunirão com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari - viúvo de Bhutto -, e também com outros oficiais do Governo relacionados com a investigação.

A investigação da ONU foi anunciada em fevereiro pelo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, e chega mais de ano e meio depois da morte de Bhutto, assassinada em um atentado suicida na cidade de Rawalpindi em 27 de dezembro de 2007.

O assassinato já foi investigado por uma equipe da Scotland Yard em janeiro de 2008, a qual determinou que a líder do Partido Popular Paquistanês (PPP) faleceu ao bater a cabeça por causa da onda expansiva causada pela explosão.

Na época, o PPP sustentou que a morte de Bhutto se deu por causa dos tiros efetuados por outro homem logo antes do atentado suicida.

Já o Governo do Paquistão, então presidido por Pervez Musharraf, atribuiu o ataque ao líder talibã paquistanês Baitullah Mehsud, mas o partido de Bhutto nunca deu credibilidade a esta versão e chegou a citar um suposto envolvimento dos serviços secretos do país.

A comissão de investigação da ONU prevê entregar seu relatório a Ban Ki-moon no final de dezembro. O secretário-geral, por sua vez, fará o documento chegar ao Governo do Paquistão e ao Conselho de Segurança da ONU, anunciou hoje a organização em comunicado. EFE daa/bba

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