Comissão culpa Indonésia por morte de 1.400 pessoas no Timor-Leste

Sydney (Austrália), 11 jul (EFE).- A comissão encarregada de investigar as violações dos direitos humanos no Timor-Leste incriminará o Governo e as forças de segurança indonésias nos atos de violência que causaram a morte de 1.

EFE |

400 pessoas em 1999, informou hoje a rádio australiana "ABC".

O relatório, que será divulgado na próxima semana e foi descoberto pela "ABC", foi concluído em março pela Comissão da Verdade e a Amizade da Indonésia e Timor-Leste, sem o respaldo da ONU.

O documento, que será entregue aos presidentes do Timor-Leste e da Indonésia, conclui que a responsabilidade indonésia se deve à "participação institucional sistemática e organizada em graves violações de direitos humanos".

O grupo, que não tem nenhum tipo de atribuição judicial, foi criado em 2005 com o objetivo de estabelecer a verdade sobre a violência no Timor-Leste, e para estimular a reconciliação entre os dois países.

A ONU acusou diretamente os generais indonésios de ter armado e recrutado as milícias que em 1999 mataram 1.400 pessoas na antiga colônia portuguesa, depois de a grande maioria da população apoiar em plebiscito a independência.

O Timor-Leste nasceu oficialmente como país independente em maio de 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, e hoje luta para alcançar uma estabilidade política que lhe permita concentrar-se no desenvolvimento econômico. EFE mg/mh

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