Comissão conclui que 13 pessoas morreram em confrontos em Pando

La Paz, 16 mar (EFE).- A comissão especial da Câmara dos Deputados da Bolívia que investigou os distúrbios registrados em Pando em setembro do ano passado concluiu que 13 pessoas morreram no conflito, informou hoje o órgão.

EFE |

O subchefe dos deputados do governista Movimento Ao Socialismo (MAS), Jorge Silva, apresentou o relatório da comissão parlamentar, que também traz testemunhos sobre outras cinco possíveis mortes que, no entanto, não foram certificadas pela Promotoria.

Dos 13 falecidos comprovados, nove eram camponeses aliados ao presidente Evo Morales, dois funcionários opositores do governo de Pando, um pastor evangélico e um soldado.

A maioria das mortes aconteceu em 11 de setembro de 2008, quando um grupo de camponeses, segundo indica o relatório, foi massacrado supostamente por funcionários do Governo.

Os números contrastam com os do relatório divulgado no início de dezembro pela União de Nações Sul-americanas (Unasul), que calculou a morte de 20 camponeses e de dois funcionários opositores.

Desde então, vários camponeses que tinham sido dados por mortos no relatório de Unasul apareceram finalmente com vida afirmando que estavam se escondendo, alguns no Brasil, com medo de represálias políticas durante a crise política.

Os conflitos de Pando, provocados por um confronto violento entre os seguidores do Governo e do então governador regional da região, Leopoldo Fernández, originaram um estado de sítio temporário na região. EFE ja/db

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