Comer pouco pode prolongar a vida dos mamíferos, segundo estudo

(Embargada até 16h de Brasília) Londres, 14 dez (EFE).- Comer pouco é a maneira mais eficaz para ter uma vida mais longa, segundo um estudo de cientistas japoneses publicado pela mais recente edição da revista Nature, no qual se chegou a conclusão do efeito de uma enzima na duração da vida.

EFE |

Os cientistas estudaram o efeito da enzima RHEB-1 no prolongamento da vida e como este componente se altera em função da ingestão calórica de cada indivíduo.

A pesquisa foi feita com uma espécie de vermes da terra, mas a equipe da Universidade de Kioto que realizou o estudo, dirigida pelo professor Eisuke Nishida, afirma em seu trabalho que a teoria é aplicável também aos mamíferos em geral.

Segundo o estudo, "a restrição alimentícia é a intervenção mais eficaz e mais reproduzível para estender a expectativa de vida em espécies completamente diferentes".

Nos mamíferos, afirmam os pesquisadores, constatou-se a existência de dois regimes alimentícios que têm uma clara incidência no momento de prolongar a vida e reduzir o número de problemas de saúde relacionados ao envelhecimento.

O primeiro deles é o "jejum intermitente", que, de acordo com esta pesquisa, pode aumentar os anos de vida inclusive no caso de a redução da ingestão de calorias for pouca e mesmo inexistente.

O outro é "a restrição calórica crônica" (CCR), que implica em uma redução constante e mantida no tempo dos alimentos ingeridos e que também influi na citada enzima, cujo mecanismo subjacente de funcionamento continua sendo um mistério.

Os cientistas da Universidade de Kioto utilizaram vermes da espécie Caenorhabditis elegans em sua pesquisa e conseguiram comprovar que aqueles que deixavam de comer durante dois dias prolongaram a vida em torno de 50%.

Além disso, os vermes que jejuavam a cada dois dias eram mais resistentes aos processos de "estresse oxidativo", e mostraram menos sintomas de declive físico relacionado ao envelhecimento do que animais que puderam comer o quanto quisessem.

A conclusão é indicativa de que comer pouco, jejuando ocasionalmente ou reduzindo as calorias consumidas, prolonga a vida, por causa da influência que tem em vários mecanismos, como a resistência do organismo ao estresse, o controle da qualidade das proteínas e a integridade da carga genômica. EFE fpb/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG