Comer massa de tomate poderia prevenir queimaduras do sol

Londres, 28 abr (EFE) - Consumir massa concentrada de tomate, como as que cobrem as pizzas, pode ajudar a prevenir as queimaduras do sol na pele e seu envelhecimento precoce, segundo um estudo britânico. Pesquisadores da universidade de Manchester pediram a um grupo de dez voluntários que ingerissem o equivalente a cinco colheres de massa de tomate e dez gramas de azeite de oliva durante 12 semanas e a outro que só consumisse o azeite. Os cientistas expuseram os voluntários de um e de outro grupo tanto no começo quanto no final da experiência a radiações ultravioleta e descobriram que as pessoas do primeiro tinham 33% menos de probabilidades de se queimar na segunda exposição aos raios solares. O efeito da massa de tomate concentrada era equivalente ao fator 1.3 de um protetor solar, calcularam os cientistas.

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A dieta à base de tomate também aumentou os níveis de pró-colágeno, molécula que ajuda a preservar a flexibilidade da pele.

Os cientistas descobriram que esses efeitos positivos se devem à presença, no tomate, de um poderoso antioxidante conhecido como licopeno.

Esta substância, que dá a coloração vermelha aos tomates, tem a capacidade de neutralizar as moléculas nocivas produzidas na pele exposta aos raios ultravioleta.

O dano causado por esses radicais livres nas estruturas da pele leva a seu envelhecimento precoce e, nos casos mais extremos, ao câncer de pele.

Desta forma, outra equipe da universidade de Newcastle descobriu que o licopeno restringe os efeitos nocivos da luz solar sobre o DNA das mitocôndrias.

As alterações experimentadas pelo DNA mitocondrial também estão associadas ao envelhecimento da pele.

Comentando o resultado dessas experiências, o professor Lesley Rhodes, dermatologista da universidade de Manchester, esclareceu que não se deve pensar que os tomates podem substituir os protetores solares, mas podem intensificar seu efeito.

"Se o indivíduo conseguir melhorar sua proteção com o tempo mediante a dieta, isso pode ter um efeito significativo", explicou o cientista britânico.

Os resultados de ambos os estudos se apresentaram hoje na reunião anual da Sociedade Britânica de Pesquisas Dermatológicas em Oxford.

EFE jr/db

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