Buenos Aires, 9 jul (EFE).- A gripe suína, que causou a morte de 82 pessoas na Argentina, segundo números oficiais, obrigou hoje a restrição ou suspensão das comemorações pelo 193º aniversário da independência do país em algumas cidades.

A maioria das províncias argentinas optou por não realizar os desfiles militares, nem as celebrações religiosas típicas desta data e se limitou a realizar atos protocolares, sem a participação de crianças em idade escolar, nem de organismos civis.

Em outros lugares, todos os tipos de comemoração foram cancelados, em uma tentativa de frear o avanço da pandemia, o que, no entanto, não impediu o funcionamento normal do transporte público e dos aeroportos.

O feriado do Dia da Independência de hoje se soma ao "feriado escolar sanitário", decretado pelo Governo argentino para amanhã e que manterá paralisadas as atividades em entidades públicas e financeiras.

O governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, afirmou hoje que a quantidade de consultas médicas pela doença caiu, devido às medidas de prevenção.

Scioli compareceu diante dos jornalistas depois de se reunir com o ministro da Saúde provincial, Claudio Zin, que detalhou que "as consultas ambulatórias diminuíram entre 30% e 40% e as hospitalizações entre 20% e 25%".

O prefeito da capital do país, Mauricio Macri, também disse que a cidade de Buenos Aires "está melhor que há uma semana".

"Nos hospitais, o nível de consultas está caindo" desde que se declarou a pandemia, apontou. EFE cw/pd

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