Belgrado, 22 mai (EFE) - O presidente sérvio, Boris Tadic, começou hoje as consultas oficiais para a formação do futuro Governo, após as recentes eleições parlamentares, consideradas fundamentais para o futuro do rumo da Sérvia na União Européia (UE).

Embora as forças pró-européias tenham vencido o pleito do dia 11, não poderão formar Governo sozinho e o resultado eleitoral confirmou uma divisão do eleitorado e reservas em direção à UE, após o apoio de muitos países do bloco à independência unilateral do Kosovo.

Conforme a legislação sérvia, o presidente do país tem a competência de nomear o candidato a primeiro-ministro, após consultar os partidos que compartilharão as cadeiras no novo Parlamento, mas as negociações oficiais entre os políticos começaram imediatamente depois das eleições.

Segundo os resultados definitivos da Comissão Eleitoral Sérvia, a Lista para uma Sérvia Européia, liderada pelo Partido Democrático (DS), do presidente Tadic, contará com 102 das 250 cadeiras do Parlamento, que deve se constituir até 19 de junho.

Seu principal rival, o Partido Radical Sérvio (SRS), terá 78 deputados, e o Partido Democrático da Sérvia (DSS), do atual primeiro-ministro, Vojislav Kostunica, político que evoluiu de uma posição pró-européia a ser o principal crítico do bloco, terá 30 assentos.

As duas legendas já acordaram os princípios para formar uma futura coalizão e pedem o apoio ao Partido Socialista da Sérvia (SPS) e seus aliados, que obtiveram inesperadas 20 cadeiras.

A posição dos socialistas, que se perfilaram como aceitáveis para as forças europeístas de Tadic, será decisiva para a formação de uma maioria.

Também estará no Parlamento o pró-ocidental Partido Liberal-Democrático (LDP), com 13 cadeiras, e os partidos das minorias húngara, bósnia e albanesa, que somarão juntos 7 assentos.

EFE sn/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.