Jerusalém - Dirigentes políticos começam nesta quarta-feira os contatos para formar um governo em Israel, depois que o partido centrista Kadima alcançasse uma apertada vitória sobre o conservador Likud no pleito desta terça.

O Parlamento israelense (Knesset) é constituído de 120 cadeiras e um complexo sistema parlamentar obriga os aspirantes a premiê a formar coalizões com outras legendas.

A priori, o líder do Likud (27 cadeiras), Benjamin Netanyahu, poderia desfrutar de uma maioria mais estável em comparação com o Kadima (28), de Tzipi Livni.

Netanyahu deve se reunir esta tarde com o dirigente do partido judeu ortodoxo sefardita Shas, Eli Yishai, cuja legenda obteve 11 deputados, para analisar as possibilidades de que a formação religiosa se junte a uma eventual coalizão de governo.

Aliado com os partidos simpáticos a sua ideologia, o líder do Likud tem possibilidade de formar uma coalizão de 65 deputados, enquanto Livni só reuniria 55.

A terceira legenda mais votada nas eleições de ontem, com 15 cadeiras, foi a ultradireitista Yisrael Beiteinu (Israel é Nosso Lar), liderada por Avigdor Lieberman.

O partido convocou uma reunião para o início desta tarde para estudar a quem se unirá na formação de governo.

A rádio pública israelense disse que fontes do partido Kadima descartaram a possibilidade de se juntar ao Likud para formar uma coalizão de governo, o que incluiria um Executivo cuja liderança dividiriam Livni e Netanyahu - cada um dois anos dos quatro da legislatura -, uma opção que tinham apontado alguns analistas.

De madrugada, a líder do partido centrista pediu a Netanyahu que forme um governo de união nacional sob sua direção, após saber de madrugada os primeiros resultados das eleições.

Analistas políticos acreditam que Netanyahu está em melhor posição que Livni para formar uma coalizão de governo, inclusive sem o Kadima e o Yisrael Beiteinu.

Os israelenses acordaram, assim, com a incerteza de não saber quem será seu futuro primeiro-ministro.

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