Começam eleições após a abertura dos colégios em Guiné-Bissau

Dacar, 16 nov (EFE).- As eleições parlamentares de Guiné-Bissau começaram hoje em meio a um clima de total normalidade, após a abertura dos colégios eleitorais às 5h de Brasília, que receberão os votos dos 600 mil eleitores convocados, informaram as emissoras de rádio locais captadas em Dacar.

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Segundo as fontes, os eleitores - que elegerão os parlamentares que ocuparão as 100 cadeiras da Assembléia Nacional - formaram filas nos centros de votação no início da madrugada para votar, e os colégios ficarão abertos até 16h de Brasília nas 2.700 mesas habilitadas.

Cerca de 150 observadores internacionais acompanham as eleições, disputadas por 21 partidos e coalizões políticas representados por 575 candidatos.

Apesar da tensa situação política no país após uma suposta tentativa de golpe de Estado por parte de altos cargos militares, nenhum incidente foi registrado ao longo da campanha eleitoral, que terminou na sexta-feira passada.

Os partidos políticos da Guiné-Bissau, que está entre os países mais pobres do planeta, com uma renda per capita que não chega a US$ 200, investiram grandes quantias de dinheiro em eleições que foram financiadas pelo Brasil, União Européia, ONU, Espanha e Angola, entre outros.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que há quatro décadas domina o cenário político nacional, se destacou frente às outras formações durante sua campanha, mas alguns analistas não descartam uma perda de apoio.

No entanto, o PAIGC sofreu a cisão de um grupo de importantes dirigentes que se reuniram no Partido Republicano para a Independência e o Desenvolvimento (Prid), que poderia obter a vitória.

O Partido da Renovação Social (PRS), liderado pelo ex-presidente Kumba Yalá, e o Partido Unido Social-Democrata (PUSD), do ex-primeiro-ministro Francisco José Fadul, são as outras duas formações que tem possibilidades de obter cadeiras.

O grupo vencedor nomeará o primeiro-ministro que formará o próximo Governo. EFE st/an

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