Começam atos para lembrar massacre em escola da Ossétia do Norte

Moscou, 1 set (EFE).- Centenas de pessoas foram hoje às ruínas da escola Nº1 de Beslan, cidade da república russa da Ossétia do Norte, para lembrar as vítimas do massacre ocorrido há cinco anos, quando morreram 334 pessoas, 186 delas crianças.

EFE |

Desde cedo parentes e habitantes de Beslan e outra cidades foram à escola e depositaram garrafas de água (em lembrança da sede que passaram as vítimas) e acenderam velas nas ruínas do ginásio do colégio, informou a agência russa "Interfax".

Os atos, que durarão até na próxima quinta-feira, começaram com o som de uma sirene às 2h15 de Brasília, exatamente na mesma hora que, há cinco anos, soou o primeiro tiro do mais brutal ataque terrorista da história da Rússia.

Dia 1º de setembro de 2004, quando se realizava a inauguração do ano letivo, um grupo terrorista checheno atacou o centro educativo e capturou como reféns mais de mil pessoas, entre professores, alunos e parentes.

Os terroristas fecharam seus reféns no ginásio da escola e advertiram que o explodiriam se a Rússia não retirasse suas tropas da Chechênia ou tentasse uma operação de resgate dos sequestrados.

Dois dias depois, após uma explosão no interior do ginásio, as forças de segurança lançaram uma confusa operação de resgate, que segundo as autoridades, impediu que os terroristas matassem a todos seus cativos.

Ao todo, 330 reféns morreram no dia 3 de setembro de 2004, deles 186 crianças e outros quatro faleceriam mais tarde em consequência dos ferimentos.

A organização "A Voz de Beslan", que acolhe às mães das crianças vítimas do massacre, escreveu recentemente ao presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, para pedir-lhe que as receba no quinto aniversário do ataque terrorista.

"No quinto aniversário nos manifestarão condolências e nós, em vez de palavras vazias, pedimos que em um dos dias de luto pela tragédia se receba às (mães das) vítimas", assinala o comunicado do grupo, citado pela agência "Interfax".

Em sua carta, lhe pedem ao chefe do Kremlin que se reúna com seus dirigentes, entre elas Ela Kesayeva, a mais crítica da versão oficial do massacre.

Em 2008, Keseyeva pediu à Promotoria russa que abrisse um processo penal contra o ex-presidente e atual primeiro-ministro, Vladimir Putin, ao que lhe acusava de "assassinato, excesso no uso da força, abuso de poder e negligência" por sua gestão da crise de reféns.

Uma comissão parlamentar absolveu em dezembro de 2006 de toda responsabilidade às autoridades russas, afirmando que nem o Exército nem o Ministério do Interior nem os serviços de segurança se excederam no uso da força. EFE bsi/fk

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