Começa reunião para reconciliação entre grupos palestinos

Cairo, 26 fev (EFE).- Representantes de cerca de dez grupos palestinos começaram hoje uma reunião no Cairo, com a mediação egípcia, para tentar superar as fortes divergências entre eles e chegar à reconciliação.

EFE |

"O resultado desta reunião será um marco para a causa palestina e a levará pelo caminho correto", afirmou o chefe do serviço de inteligência do Egito, general Omar Suleiman, em mensagem no início das conversas.

O povo palestino, acrescentou, tem a "grande esperança de que, desta reunião, saiam decisões para acabar com as divisões existentes e se consiga a reconciliação".

A reunião ocorre nas dependências do serviço de inteligência. A mensagem de Suleiman e as imagens da mesa de negociações foram divulgadas pela televisão egípcia, a única autorizada a ter acesso ao local da reunião.

Cerca de 30 dirigentes palestinos apareciam sentados em duas longas mesas paralelas, com o general Suleiman e os que pareciam ser assistentes dele na cabeceira.

A reunião conta com a participação de dirigentes dos diferentes grupos palestinos, mas não estavam presentes os líderes do Fatah e do Hamas, Mahmoud Abbas e Khaled Mashaal, respectivamente.

Tanto Abbas quanto Mashaal devem se unir a este diálogo quando forem alcançados os acordos finais.

Em sua mensagem, o general egípcio disse que as negociações, que tinham que haver começado em novembro do ano passado, ocorrem em meio a "extraordinárias circunstâncias" enfrentadas pelo povo palestino.

As divisões entre os grupos palestinos, fundamentalmente entre o Hamas e o Fatah, intensificaram-se quando o primeiro grupo ocupou à força a Faixa de Gaza e expulsou os partidários de Abbas, em junho de 2007.

Desde então, manteve-se uma guerra de palavras e os dois grupos denunciaram detenções de seus partidários nas respectivas áreas de controle.

Na reunião, Suleiman anunciou que a ideia é que esta negociação defina a criação de cinco comitês.

Um deles será destinado à formação de um Governo de união nacional, outro para supervisionar as próximas eleições gerais (ainda sem data) e um terceiro para estudar a reestruturação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Outro comitê se encarregará de analisar a situação das forças de segurança na Cisjordânia e em Gaza, e o último grupo estudará todos os aspectos ligados à reconciliação palestina.

Em sua mensagem, Suleiman, uma das figuras mais próximas ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, e que se encarrega da mediação com os grupos palestinos e entre os palestinos e Israel, fez uma chamada aos presentes para que superem suas diferenças.

"Não temos outra alternativa que o êxito. Não é uma missão difícil nem impossível, só precisa de boa vontade e sinceridade", disse o chefe dos serviços de inteligência egípcios. EFE nq/an

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