Começa reunião ministerial da Liga Árabe no Kuwait sobre Gaza

Cairo, 16 jan (EFE).- Uma reunião extraordinária dos ministros de Assuntos Exteriores dos 22 países da Liga Árabe começou hoje no Kuwait para discutir a ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, informou a agência kuwatiana Kuna.

EFE |

Segundo a agência de notícias estatal, durante a reunião - presidida pelo rei saudita, Abdullah bin Abdelaziz - os representantes dos países ouvirão um relatório elaborado por uma delegação da Liga Árabe, que viajou a Nova York para participar das discussões no Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, com a abstenção dos Estados Unidos, a resolução 1.860, que pede um cessar-fogo na Faixa de Gaza e que foi rejeitada por Israel e pelo grupo islâmico Hamas, que controla o território palestino.

O correspondente no Kuwait da rede de televisão catariana "Al Jazira", que citou a fontes ligadas à reunião, informou que o encontro de hoje está acontecendo em um "ambiente tenso", devido às diferenças entre os países sobre como tratar o conflito na Faixa de Gaza.

Além disso, disse que os ministros de Exteriores árabes recomendarão que o assunto de Gaza seja tratado na próxima segunda-feira em uma cúpula econômica no Kuwait, como Egito e Arábia Saudita defenderam.

Enquanto isso, o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, disse antes da reunião que "a agressão israelense contra Gaza não se parará a não ser que haja uma unidade árabe", e descreveu a situação atual como "dolorosa demais, lamentável, daninha e confusa".

A ofensiva sobre Gaza aprofundou as divisões entre os Estados árabes, que não entram em acordo sobre como abordar esta crise.

Prova disso é que hoje, à parte da reunião do Kuwait, acontece uma cúpula de chefes de Estado, convocada pelo Catar, à qual decidiram não ir, entre outros, Egito, Jordânia e Arábia Saudita.

A cúpula em Doha deve começar às 12h30 (7h30 de Brasília), com a participação de dez Estados árabes, além de representantes do Irã, Turquia e de três facções palestinas, incluindo o Hamas. EFE nq/an

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