Começa prazo de 2 meses para que rebeldes nigerianos entreguem armas

Lagos, 6 ago (EFE).- A anistia de 60 dias que o Governo da Nigéria de Umaru YarAdua concedeu em junho aos rebeldes da região petrolífera do delta do Níger, que participaram direta ou indiretamente nos ataques das guerrilhas, começou hoje.

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"Todas as pessoas que puderem e quiserem receber a anistia deverão acudir aos centros destinados para isso e entregar suas armas, se registrarem, jurarem sua renúncia (às atividades armadas) e receberem a Anistia Presidencial e o perdão incondicional", anunciou o comitê, em comunicado.

"Depois, estas pessoas devem se registrar para fazer parte dos programas de integração", detalhou o texto.

Henry Okah, líder da guerrilha mais ativa do sul da Nigéria, o Movimento de Emancipação do Delta do Níger (Mend), aceitou a anistia em julho e, por isso, o Governo retirou as acusações contra ele e foi colocado em liberdade.

A maior parte dos membros do Mend rejeitou a oferta de Yar'Adua, já que "é dirigida a criminosos e não a combatentes pela liberdade".

Antes do início da anistia, que o Governo encara como o primeiro passo para acabar com a violência na região do delta do Níger, alguns guerrilheiros exigiram um pagamento de US$ 2 mil por cada fuzil AK-47 que entregarem às autoridades.

No entanto, o Mend se distanciou das exigências monetárias, assim como de seu comandante na zona de Bayelsa, o general Boyloaf, que se encontra atualmente em Abuja, para manter conversas com o Governo.

Os partidos da oposição se mostraram muito críticos à anistia, que afirmam que não será suficiente para acabar com os ataques na região petrolífera e exigem um processo de desarmamento que atenda os problemas de desenvolvimento da região.

As ações violentas dos insurgentes, como os ataques a instalações de empresas petrolíferas e o sequestro de seus trabalhadores, reduziram a produção de petróleo na Nigéria em mais de 1 milhão de barris diários. EFE da/pd

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