Começou nesta sexta-feora o processo para a entrega de seis reféns anunciada pela guerrilha das Farc: a comissão humanitária encarregada de receber entre domingo e quarta-feira os seis colombianos capturados partiu nesta sexta-feira para o Brasil, de onde sairão os helicópteros que vão transportar o grupo libertado.

Os reféns que serão soltos, segundo as Farc, são três policiais e um soldado, e os políticos Alan Jara e Sigifredo López.

A comissão viajou à cidade brasileira de São Gabriel da Cachoeira, e fazem parte dela a senadora Piedad Córdoba e o médico francês do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Pierre Hofer.

Também estão na equipe a diretora suíça de operações para a América desse comitê, Patricia Danzi, e o vice-diretor da missão na Colômbia, Thierry Grobet, além de três membros do grupo 'Colombianos pela paz", que defende saída pacífica para o conflito, um dirigente de organizações de direitos humanos e dois jornalistas.

Segundo a senadora Córdoba, os militares serão libertados domingo; Jara seria entregue na segunda-feira e López, entre terça e quarta-feira.

No sábado, a comissão deixará São Gabriel da Cachoeira em direção ao município colombiano de San José del Guaviare (sudeste), onde seus integrantes, incluindo delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), passarão a noite.

Depois irão para Villavicencio e de lá para o local combinado para pegar os primeiros reféns, viajando posteriormente para Cali (sudoeste), onde aguardarão maiores detalhes.

Alan Jara esteve a ponto de morrer há quatro dias, durante combates entre o grupo insurgente e o Exército, revelou Córdoba.

"Há quatro dias nos disseram que quase mataram Alan Jara. Então o melhor é apressar a entrega para que não ocorra nenhum risco a essas pessoas que estão sequestradas", disse à imprensa a senadora de oposição, encarregada de receber as seis pessoas que as FARC vão libertar.

Córdoba não precisou as circunstâncias do ocorrido, mas deu a entender que foi em um combate entre o Exército e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O Brasil coordena a parte logística para a libertação dos reféns, anunciada de forma unilateral pelas Farc em dezembro passado.

O governo brasileiro informou na sexta-feira passada que fornecerá os meios necessários requeridos pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha para receber os reféns em algum lugar da Colômbia.

Os seis reféns fazem parte de um grupo de 28 que ainda resta em poder desta guerrilha e os quais as Farc pretendem trocar por 500 de seus militantes presos, incluindo três nos Estados Unidos.

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