Começa o novo julgamento contra Khodorkovski e Lebedev

Moscou, 3 mar (EFE).- A audiência preliminar do novo julgamento contra o fundador da companhia petrolífera Yukos e antes o homem mais rico da Rússia, Mikhail Khodorkovski, e seu sócio Platon Lebedev começou hoje no tribunal do distrito de Khamovniki, em Moscou Duas companhias petrolíferas, a Tomskneft e a Samaraneftegaz, apresentaram ações contra Khodorkovski e Lebedev por um montante total de 170 bilhões de rublos (US$ 472 milhões), disse o representante da primeira empresa, Andrei Piatikopov.

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A audiência acontece a portas fechadas, como estabelece o código processual para as audiências preliminares.

"É uma vergonha", gritou Khodorkovski ao chegar ao tribunal, quando saiu do veículo policial no qual era conduzido.

A porta-voz do tribunal, Anna Usachova, informou que, na sala onde acontece o processo, foi desmontada a jaula metálica onde ficam os acusados e que, no lugar, foi instalada uma de vidro à prova de balas.

"Este fato não tem qualquer relação com o processo contra Khodorkovski e Lebedev. As jaulas serão mudadas em todos os tribunais, pois as jaulas de vidro correspondem às normas dos padrões europeus", disse Usachova, citada pela agência "RIA Novosti".

Cerca de 100 jornalistas se reuniram junto à sede do tribunal, em torno da qual foi mobilizado um grande dispositivo policial.

"Mais de 300 policiais foram colocados nas imediações do tribunal e, se for necessário, serão enviados mais", disse um porta-voz da Polícia de Moscou, citado pela agência "Itar-Tass".

Khodorkovski e Lebedev, que atualmente cumprem uma condenação de oito anos de prisão por crimes tributários dos quais se declaram inocentes, enfrentam acusações de roubo de US$ 35 bilhões e lavagem de dinheiro, pelos quais poderiam pegar até 22 anos de prisão.

Na véspera, a defesa de Khodorkovski citou uma declaração dele, na qual assegurou que o novo processo será um "espetáculo interessante".

Khodorkovski e Lebedev foram levados a Moscou a partir dos locais onde estão presos, na Sibéria Oriental.

O fundador da Yukos, condenado pela primeira vez em 2005, sustenta que a campanha judicial contra ele foi organizada para tirá-lo do controle da empresa, então a companhia privada mais próspera do país e agora dividida entre companhias estatais. EFE bsi/an

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