Começa o jejum do Ramadã na maioria dos países muçulmanos

Mês sagrado de jejum para os muçulmanos deve ser marcado por forte calor e pela alta dos preços dos produtos em vários países

AFP |

A maioria dos muçulmanos em todo o mundo começou nesta quarta-feira o mês sagrado do Ramadã, em condições difíceis por causa do calor sufocante e da alta nos preços em vários países. "Esse é o início do Ramadã mais difícil em muitos anos. Os preços dispararam, a eletricidade foi cortada, o tráfego é um problema e faz 42ºC", estampou em sua capa o jornal egípcio Al-Gomhuriya.

O jejum, que é um dos cinco pilares do Islã, começou nesta quarta-feira no Egito, na Arábia Saudita, na Indonésia, nos Emirados Árabes Unidos, na Jordânia, na Síria e nos territórios palestinos, bem como no Marrocos, na Argélia, na Tunísia, na Líbia, no Afeganistão, na Malásia e em Cingapura. Os xiitas do Irã e do Iraque começam o Ramadã na quinta-feira, assim como os indianos e os paquistaneses, que esperam que a lua marque o início do nono mês lunar islâmico antes de iniciar o jejum.

Durante o mês sagrado, os muçulmanos se abstêm de comer, beber, fumar e manter relações sexuais do amanhecer até o pôr do sol. O jejum é suavizado com uma refeição diária, o "iftar".

Neste ano, o Ramadã será realizado no mês de agosto, em condições particularmente rigorosas em muitos países por causa do calor do verão boreal e da longa duração do jejum. No Egito, as autoridades decidiram implementar o horário de inverno para adiantar em uma hora o pôr do sol.

Nos Emirados Árabes Unidos, um decreto religioso autorizou os operários expostos ao calor a quebrar o jejum para não ter problemas de saúde. Para combater o aumento dos preços dos alimentos, comum em muitos países muçulmanos durante o Ramadã, a Síria estabilizará os preços dos produtos básicos e o governo da Mauritânia anunciou "medidas urgentes".

No Egito, o governo garantiu que o preço do pão subsidiado, alimento básico de milhões de pessoas, não aumentaria, apesar da suspensão das exportações de trigo da Rússia.

O Ramadã, que comemora a revelação do Alcorão ao profeta Maomé pelo Arcanjo Gabriel, é um mês de elevação e espiritualidade. Em Gaza, o movimento islâmico Hamas, que controla o território palestino, libertou 100 prisioneiros, incluindo alguns membros do movimento laico rival Fatah.

Nos Emirados, os não muçulmanos foram alertados para não comer ou beber em público. "Violar as virtudes do mês de jejum é um insulto aos muçulmanos e um ato criminoso punível por lei", afirmou o coronel Mohamed Nasser al Razuqi, da polícia de Dubai.

    Leia tudo sobre: ramadã.muçulmanosjejum

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG