Começa no Irã julgamento de jornalista americana acusada de espionagem

TEERÃ - O julgamento da jornalista americana de origem iraniana Roxana Saberi, detida há dois meses no Irã e acusada de espionagem, começou nesta terça-feira, segundo o porta-voz do Poder Judiciário iraniano, Ali Reza Jamshidi.

EFE |

Em entrevista coletiva convocada em Teerã, Jamshidi anunciou também que a sentença será divulgada "muito em breve", já que a repórter, de 31 anos, já apresentou suas últimas alegações.

"A primeira sessão do julgamento contra Roxana Saberi ocorreu na segunda-feira. Acho que o veredicto será anunciado em breve, no máximo em duas ou três semanas", afirmou.

Entenda o caso

Saberi, jornalista freelancer, comunicou em 10 de fevereiro por telefone a seus pais que tinha sido detida, mas pediu que não fizesem nada, pois achava que não era um assunto sério.

Após 18 dias sem notícias da filha, o pai de Saberi, que mora na localidade americana de Fargo, decidiu avisar sobre o caso em 28 de fevereiro.

Segundo o pai, que se encontra em Teerã e pôde visitar a repórter na prisão de Evin, a filha foi detida por ter comprado uma garrafa de vinho em um país que proíbe a venda e o consumo de álcool.

As autoridades iranianas, no entanto, justificaram, em primeira instância, que a jornalista americana trabalhava "de forma ilegal", ao ter expirado há mais de um ano sua licença de trabalho.

A repórter, que colaborou com televisões de prestígio internacional, como a rede britânica "BBC" e a americana "Fox News", encontrava-se no Irã aparentemente escrevendo um livro sobre o país e fazendo mestrado em política iraniana.

No início de março, pouco após a notícia vir à tona, o assistente do procurador de Teerã, Hassan Haddad, anunciou que a libertação da jornalista aconteceria "em breve".

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