Ancara, 18 nov (EFE).- Começaram hoje as negociações para o resgate do navio turco Karagol, seqüestrado por piratas somalis na semana passada, informou Hassan Kemal Yardimci, dono da companhia YDC Denizcilik, proprietária da embarcação, e deputado do governista Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP).

"Chegaram até nós as exigências para o resgate. As negociações começarão na terça-feira (hoje) e serão conduzidas pela companhia seguradora e um grupo de profissionais. Primeiro nos preocuparemos com as vidas (do pessoal do navio) e depois com nossa propriedade", disse Yardimci, citado pela imprensa turca.

O navio de bandeira turca Karagol foi seqüestrado com seus 14 tripulantes em 12 de novembro, quando se dirigia à Índia carregado com 4.500 toneladas de produtos químicos.

Os piratas seqüestraram a embarcação a 16 milhas náuticas da costa do Iêmen uma semana depois de outro navio turco ter sido tomado no Golfo de Áden, no litoral da Somália, com 20 tripulantes, também de nacionalidade turca.

A imprensa da Turquia informou que as negociações para o resgate do primeiro navio seqüestrado começaram há duas semanas, mas a tripulação ainda permanece refém dos piratas.

Fevzi Uzun, proprietário da companhia seguradora Ocean Insurance Brokers, de Istambul, explicou à Agência Efe que as negociações estão se desenvolvendo muito lentamente com os representantes dos piratas na Europa e que normalmente exigem entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões, dependendo do tipo de carga do navio.

"Nenhum dos dois navios seqüestrados tinha seguro na minha companhia, mas é natural que acompanhemos esses eventos de perto.

Não é possível entender como os piratas conseguem capturar esses navios em um corredor protegido pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)", diz.

"Os piratas não chegam de repente com submarinos. Sabe-se que eles têm navios-mãe que usam como base, e a Otan poderia encontrá-los facilmente", destacou Uzun. EFE dt/wr/rr

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