Começa julgamento de acusados de incêndio em discoteca argentina em 2004

Buenos Aires, 19 ago (EFE).- Um tribunal da Argentina começou a julgar hoje, em meio a estritas medidas de segurança, 15 pessoas acusadas de terem responsabilidade no incêndio de uma discoteca de Buenos Aires, que matou 193 pessoas e deixou centenas de feridos no final de 2004.

EFE |

Os 15 acusados são Omar Chabán, dono da discoteca Republica Cromañón, onde ocorreu a tragédia; seu assistente Raúl Villarreal; os integrantes da banda de rock Callejeros; dois ex-chefes policiais e três antigos funcionários do Governo da capital do país.

O advogado de Chabán, Pedro D'Attoli, disse que seu cliente prestará declaração em juízo, e comentou que seu "desejo é que se alcance a verdade e que a justiça seja feita".

Chabán é acusado de crime de dano doloso seguido de morte, cuja pena prevista varia entre oito e 25 anos de prisão, e suborno ativo, que as leis argentinas punem com condenação entre um e seis anos de cadeia.

O dono da Cromañón entrou no tribunal por uma porta lateral, para evitar os parentes das vítimas que assistiram à primeira audiência do julgamento, que foram rigorosamente revistados pela Polícia.

Dois ex-policiais estão sendo julgados por dano doloso seguido de morte e suborno passivo, ao tempo que três ex-funcionários do Governo de Buenos Aires foram acusados de "descumprimento dos deveres de funcionário público".

Está previsto que 350 testemunhas, entre elas sobreviventes da tragédia, jornalistas, policiais e integrantes de bandas de rock, prestem depoimento no processo, que se estenderá por sete meses.

O incêndio na Cromañón aconteceu no dia 30 de dezembro de 2004, quando um fogo de artifício lançado do público incendiou o teto da discoteca, que descumpria as normas municipais de segurança, estava superlotada e tinha as saídas de emergência bloqueadas. EFE hd/wr/gs

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