Começa julgamento de 33 acusados de terrorismo no Marrocos

Rabat, 16 out (EFE).- Começou hoje, no Tribunal de Apelação de Rabat, no Marrocos, o julgamento de 33 acusados de integrar a rede terrorista Belliraj, desmantelada em fevereiro e supostamente ligada à Al Qaeda.

EFE |

Os membros desse grupo, cujo acusado de chefiar é Abdelkader Belliraj, um marroquino de 50 anos que conta também tem nacionalidade belga, estão sendo julgados por atentar contra a segurança interior do Estado, entre outros crimes, assinalou a agência "MAP".

Eles também respondem por formação de quadrilha para preparar atos terroristas a fim de atentar contra a ordem pública e de transporte e posse ilegal de armas de fogo e munição para seu emprego em projetos terroristas.

Além disso, são acusados por tentativa de homicídio premeditado com armas de fogo, falsificação de documentos oficiais, usurpação de função para executar projetos terroristas, recolhimento e entrega de fundos para financiar projetos terroristas e lavagem de dinheiro.

Entre os detidos pela Polícia Judiciária em fevereiro se encontravam também os líderes da "Haraka da Umma" (Movimento para a Comunidade), Mohammed Amin Ragala e Mohammed Meruani, e o do partido "Al Badil Al Hadari" (Alternativa de Civilização), Mustafa Moatasim.

Na lista oficial de detidos distribuída pela "MAP" figuravam também comerciantes, um desempregado com antecedentes criminais, um garçom, um gerente de hotel, alguns professores, um pedreiro, um comissário de Polícia, um jornalista e um diretor de uma empresa de telecomunicações, entre outros.

As autoridades afirmaram em 20 de fevereiro que a rede preparava atentados contra políticos, militares e membros da comunidade judaica, assim como se coordenar com Al Qaeda, Hisbolá e o argelino Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), mas admitiram desconhecer a vinculação concreta entre elas.

As pesquisas efetuadas nos domicílios dos acusados levaram, além disso, segundo fontes oficiais, "ao descobrimento, principalmente em Casablanca e Nador, de uma grande carga de armas de fogo e munição, de artifícios pirotécnicos e de artigos destinados a garantir o anonimato" dos integrantes. EFE mgr/jp

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