Começa julgamento de 2 acusados de extermínio na Bósnia

Bruxelas, 14 set (EFE).- O julgamento dos servo-bósnios Mico Stanisic e Stojan Zupljanin, acusados de extermínio, assassinato, perseguição, deportação e tortura durante a guerra da Bósnia, em 1992, começou hoje no Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII).

EFE |

Segundo a acusação, como ministro de Interior da Bósnia-Herzegovina e encarregado oficial da segurança pública e do Estado, Stanisic tinha autoridade sobre todas as forças de segurança.

Zupljanin, por sua vez, era o subordinado direto de Stanisic e a mais alta autoridade policial na região autônoma de Krajina, no noroeste da Bósnia-Herzegovina. Depois, virou conselheiro do ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic, que aguarda na cadeia o início do seu julgamento no TPII.

Stanisic e Zupljanin podem ter participado de um plano para expulsar definitivamente os muçulmanos e croatas da Bósnia e os outros "não sérvios" do território do Estado sérvio que projetavam.

O próprio Karadzic, o ex-líder servo-bósnio Momcilo Krajisnik, já condenado a 20 anos de prisão, e o foragido Ratko Mladic, acusado do massacre de Srebrenica - onde morreram cerca de 8.000 muçulmanos numa ofensiva servo-bósnia -, podem ter participado da iniciativa.

A acusação alega que tanto Stanisic como Zupljanin exerciam um "controle efetivo" sobre as forças sérvias que cumpriam os objetivos do plano deles.

A campanha terminou com a morte ou a deportação forçada de milhares de pessoas expulsas de suas casas. EFE rja/sc

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