O presidente da Bolívia, Evo Morales, e governadores de regiões rebeldes começaram um diálogo, nesta quarta-feira, em La Paz, para discutir como acabar com a crise política, após o referendo de domingo, que os manteve no cargo.

"Viemos à procura de um acordo que permita tranqüilizar o país", disse o governador de Pando, Leopoldo Fernández, ao entrar no Palácio presidencial, junto com seus colegas de Chuquisaca, Savina Cuéllar; de Beni, Ernesto Suárez; de Tarija, Mario Cossío; e uma delegação do governo de Santa Cruz.

Os governadores chegaram a La Paz, após uma reunião na cidade de Santa Cruz, 900km ao leste da capital, onde receberam o convite do presidente para discutir como sair da crise política.

Do encontro também participam os governistas Mario Virreira, de Potosí; Alberto Aguilar, de Oruro; enquanto que o poderoso Rubén Costas, de Santa Cruz, desistiu de viajar, alegando problemas de saúde.

A necessidade de diálogo foi colocada nos últimos dias pela Organização dos Estados Americanos (OEA), Estados Unidos, países da região e pela Igreja Católica, após o anúncio da vitória, nas urnas, do presidente e dos governadores da oposição, que têm visões contrárias sobre o tipo de país que se quer no futuro.

Morales convidou os governadores para "um diálogo sem condições" e aberto a tratar de temas centrais, enquanto que seus adversários consideram vital que o entendimento passe pela devolução dos royalties regionais pelo petróleo que o governo transformou em bônus para os idosos.

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