Santiago do Chile, 15 set (EFE) - Começou às 15h45 (16h45 em Brasília) a cúpula extraordinária de chefes de Estado e de Governo da União de Nações Sul-americanas (Unasul) convocada de emergência pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, para debater a crise na Bolívia.

A primeira cúpula deste bloco sub-regional desde sua constituição, há quatro meses, tem como objetivo buscar uma saída à crise política provocada pelo confronto entre o Governo de Evo Morales e a oposição, que deixaram 30 mortos nos últimos dias.

A reunião foi convocada por Bachelet em sua condição de presidente pro tempore da Unasul.

Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participam do encontro a governante argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e os líderes Evo Morales (Bolívia), Álvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai) e Hugo Chávez (Venezuela), além da anfitriã, Michelle Bachelet.

Também estão presentes delegados de Suriname e Guiana, assim como o ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio García Belaúnde, representando o presidente do país, Alan García.

A chegada dos líderes ao palácio presidencial da Moeda -sede da cúpula- foi acompanhada com expectativa por várias dezenas de pessoas que se reuniram na Praça da Constituição da capital chilena.

O presidente Evo Morales foi recebido com aplausos e expressões de apoio por parte de um grupo de simpatizantes, convocados pelo Partido Humanista do Chile e outras organizações de esquerda, que também receberam bem os governantes Hugo Chávez e Rafael Correa.

Lula foi o último presidente a ser recebido no palácio por Bachelet, e chegou 45 minutos depois da hora prevista para o início da cúpula.

Os líderes discutirão a portas fechadas um documento preparado pelo Chile que propõe o envio de uma missão à Bolívia para mediar entre as partes e garantir o estabelecimento de uma mesa de diálogo que ponha fim ao conflito pelo qual o país passa há semanas.

Assim que tiver sido concluída a reunião -que não tem fixada uma hora de finalização- a presidente Bachelet informará dos acordos alcançados. EFE mf/db

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