Começa cúpula da Unasul com atenções voltadas para acordo entre Colômbia e Estados Unidos

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, recebeu nesta segunda-feira, de mãos da governante do Chile, Michelle Bachelet, a Presidência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), dando início ao 3º encontro do grupo de líderes sul-americanos.

Redação com agências internacionais |

Na reunião, da qual participa a maioria dos presidentes da Unasul, Bachelet disse que, ao se iniciar a comemoração do bicentenário de independência do Equador, é um momento para "refletir sobre o andamento da integração regional".

A reunião acontece no complexo religioso de Santo Agostinho, no centro histórico de Quito, onde foi assinada a ata de independência, em 1809.

Na reunião, Bachelet voltou a condenar os golpes de Estado e destacou a atuação da Unasul nas ações para superar a recente crise política na Bolívia, assim como os pronunciamentos sobre o caso de Honduras, quando Manuel Zelaya foi deposto, e reiterou a necessidade deste ser restituído no cargo.

Zelaya, a quem o governo do Equador reconhece como o único presidente de Honduras, se uniu à reunião da Unasul assim que Bachelet terminou seu discurso.

Acordo entre Colômbia e Estados Unidos

O acordo pelo qual a Colômbia autorizaria os EUA a utilizarem suas bases militares será discutido este mês em uma "reunião urgente" de ministros sul-americanos, segundo consenso assinado na ante-sala da Cúpula da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), nesta segunda-feira, em Quito.

A proposta deve ser incluída na declaração de Quito, que deve ser assinada pelos líderes da América do Sul em Quito nesta semana.

"No ânimo de fortalecer o diálogo e o consenso em termos de defesa mediante o fomento de medidas de confiança e transparência, convocam uma reunião urgente dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa", destacou o rascunho do texto.

A Bolívia se manifestou contra a presença de bases militares estrangeiras. O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os EUA de pretender dividir a América do Sul, enviando tropas a bases da Colômbia, e disse que a Cúpula da Unasul deve ser palco para rechalar este acordo.

O tema das bases dos EUA na Colômbia gera "uma tremenda preocupação para todos os nossos países", afirmou por sua vez Emilio Izquierdo, representante equatoriano na Unasul.

Bolívia, Equador e Venezuela rejeitaram o acordo entre Washington e Bogotá, sugerindo que o mesmo seria um "fator de desestabilização" na América do Sul. Argentina e Brasil também manifestaram suas reservas.

A Colômbia defende o acordo como um assunto interno e descartou que sua cooperação com os EUA seja uma ameaça para outros países.

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, que não assistirá a Cúpula de Quito, devido à crise que rompeu suas relações com o Equador, viajou semana passada a sete países sul-americanos para explicar o alcance do pacto militar com os EUA.

* Com AFP

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