Começa campanha para eleições gerais de Honduras

TEGUCIGALPA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de Honduras abriu nesta segunda-feira o período de campanha para as eleições de 29 de novembro, repudiadas pelo presidente derrubado Manuel Zelaya, que já pediu à comunidade internacional que não reconheça a votação.

Redação com agências internacionais |

Num pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, o presidente do TSE, Saúl Escobar, pediu aos hondurenhos que façam das eleições gerais "uma festa cívica" e ajudem "a fortalecer a cultura política e eleitoral do país".

Escobar também recomendou aos candidatos a presidente, prefeito e deputado que promovam "uma campanha política com propostas eleitorais" e que motive "a população a comparecer em massa às urnas".

Segundo o TSE, a campanha terminará em 24 de novembro. Durante esse período, os candidatos não poderão promover a abstenção nem receber contribuições anônimas ou de governos estrangeiros.

Zelaya, que foi derrubado por um golpe de Estado e expulso do país pelos militares em 28 de junho, fez um apelo para que a comunidade internacional não reconheça os resultados das eleições, convocadas quando ainda estava no poder, em 28 de maio.

Nesta segunda, os seguidores de Zelaya realizam uma nova manifestação pedindo a restituição do presidente derrubado e que a população também não reconheça o processo eleitoral.

Os dois principais candidatos à presidência, Elvin Santos, do governista Partido Liberal, e Porfirio Lobo, do opositor Partido Nacional, já começaram a veicular anúncios, a organizar comícios e distribuir material de propaganda nas ruas de Tegucigalpa.

Os outros candidatos ao cargo são Felícito Ávila, do Partido da Democracia Cristã; Bernard Martínez, do Inovação e Unidade-Social-Democrata; César Ham, do Unificação Democrática (esquerda), e o sindicalista e independente Carlos Reyes.

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