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Começa amanhã em Lima a 5ª Cúpula América Latina, Caribe e UE

A 5ª Cúpula América-Latina, Caribe e União Européia (ALC-UE) será aberta formalmente nesta terça-feira em Lima com uma reunião de funcionários representantes dos 60 países participantes, sob um forte esquema de segurança.

AFP |

A reunião de caráter técnico, que será realizada amanhã no Museu da Nação, vai durar dois dias e permitirá estabelecer detalhes da declaração da Cúpula, voltada para a luta contra a pobreza e o combate ao aquecimento global.

O encontro será uma prévia da reunião de chanceleres no dia 15 de maio, onde será revisto o texto da declaração final que, finalmente será discutido pelos presidentes no dia 16 de maio na última etapa da Cúpula.

A Cúpula permitirá avaliar também os avanços na integração comercial entre a UE e a América Central, a Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru), e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

A agenda está marcada pelos temas de redução da pobreza (América Latina tem os maiores índices de desigualde globais) e mudança climática, mas com espaço para outros assuntos delicados como a migração e a crise alimentar.

Pelo menos 45 chefes de Estado confirmaram a participação, embora as presenças do presidente venezuelano, Hugo Chávez, um crítico feroz ao formato da Cúpula, e do chefe de estado cubano Raúl Castro, ainda não tenham sido confirmadas.

Chávez afirmou no domingo em Caracas que "não sei se vou a Lima. Somos convidados para ficarmos calados".

O mandatário também criticou a Europa, "dizem que vão nos ajudar, mas onde está o plano? Pergunte ao presidente do Haiti quantas promessas a Europa já lhe fez".

"Espero que a Europa entenda o que está acontecendo na América Latina, porque às vezes parece que eles não estão a par, que não entendem", afirmou.

Paralelamente, haverá um encontro de empresários, que será aberto pela chanceler alemã, Angela Merkel, e uma Cúpula Alternativa, elaborados por organizações não governamentais (ONGs) de esquerda.

O governo autorizou as Forças Armadas a reforçarem a segurança, que contará também um contingente de 95.000 agentes da polícia. A preocupação de um possível atentado não é para menos, já que poucas vezes 45 presidentes e representantes de países dormem na mesma cidade.

ljc/ml/cl

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