Começa a 20ª edição do Festival Cinema da Human Rights Watch, em Nova York

Nova York, 11 jun (EFE).- A vigésima edição do Festival de Cinema da Human Rights Watch (HRW), em Nova York, abre hoje suas portas com a projeção de Eden À LOueste, drama sobre imigração dirigido pelo diretor franco-grego Constantin Costa-Gavras.

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No filme, Gavras narra a viagem de Elías (Riccardo Camarcio), um jovem imigrante ilegal, para entrar na União Europeia (UE) e encontrar trabalho em Paris. O viajante se depara com a ajuda de alguns e a indiferença e o desprezo de outros.

Um total de 23 filmes de 20 países serão exibidos até o dia 25 de junho, no Walter Reade Theater, da Sociedade Cinematográfica de Nova York, onde poderão ser vistas "através dos olhos de cineastas comprometidos e valentes, heróicas histórias de ativistas e sobreviventes de todo o mundo", afirmou a organização defensora de direitos humanos em comunicado.

"Estes filmes ajudam-nos a pôr uma face humana às ameaças à dignidade e a liberdade individual que ocorrem no mundo, e a comemorar o poder de prevalecer no espírito e o intelecto humano", acrescentaram os organizadores do festival.

Depois de "Eden À L'Oueste", o festival apresentará "The Reckoning: The Battle for the International Criminal Court", um documentário de Pamela Yates, Peter Kinoy e Paco de Onis, que narra a batalha do procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, o argentino Luis Moreno Ocampo, para julgar crimes contra a humanidade no mundo todo.

O festival também mostrará o drama que as comunidades indígenas da Amazônia sofre há dezesseis anos por causa dos impactos ambientais provocados por, segundo o filme denuncia, poços da companhia petrolífera americana Chevron e que são apresentados no documentário "Crude", do diretor americano Joe Berlinger.

As espanholas Gabriela e Sally Gutiérrez Dewar exibirão o documentário "Tapologo", onde as irmãs detalham os solidários esforços de uma rede de mulheres infectadas pela aids na África do Sul.

A peça principal do Festival de Cinema da Human Rights Watch será, no entanto, o filme afegão dirigida por Havana Marking, o "Afghan Star", documentário que mostra o impacto do concurso televisivo musical "Afghan Pop Idol" no país asiático, após 30 anos de guerra e de repressão talibã.

Este ano o prêmio em memória do ativista Néstor Almendros foi dado à cineasta francesa Anne Aghion, por seu filme "Mon voisin, mon tueur", que mostra a atual convivência entre hutus e tutsis na Ruanda.

O italiano "Back Home Tomorrow", o franco-americano "The Yes Man Fix the World", o britânica "The Age of Stupid", a holandesa "In the Holy Fire of Revolution" e o queniano "Good Fortune", entre outros, completam a lista dos filmes que serão apresentados em Nova York.

EFE dvg/pd

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